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Esquizofrenia: o complexo transtorno psicótico que exige tratamento para a vida toda

11 de fevereiro de 2019
Esquizofrenia: o complexo transtorno psicótico que exige tratamento para a vida toda

A esquizofrenia é uma doença cerebral crônica e rara (afetando 1% da população mundial) que se manifesta entre os 15 e 35 anos. Esse transtorno psicótico tem predominância no sexo masculino e nem sempre é detectada em seus estágios iniciais. A doença é complexa, pois existem os “sintomas precoces” que podem surgir meses ou anos antes dela se desenvolver. Isso dificulta o seu diagnóstico, pois muitos de seus sinais são similares aos da depressão.

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As peculiaridades da esquizofrenia

Existem seis tipos de esquizofrenias:

  • Esquizofrenia simples: o primeiro tipo é a simples. Nela, o paciente apresenta sensíveis mudanças na personalidade, preferindo ficar isolado e inibindo seu convívio social. Além disso, ele fica disperso aos acontecimentos do cotidiano e com traços de apatia;
  • Esquizofrenia paranóide: além de apresentar o isolamento social, o tipo paranóide enfrenta problemas como falas confusas, falta de emoção e acredita que está sendo perseguido;
  • Esquizofrenia desorganizada: conhecida também como “esquizofrenia hebefrênica”, esse tipo é caracterizado por um comportamento mais infantil, respostas emocionais descabidas e pensamentos sem nexo;
  • Esquizofrenia catatônica: o paciente diagnosticado com esquizofrenia catatônica mostra um quadro de apatia. Pode ficar na mesma posição por horas, causando também a redução da atividade motora;
  • Esquizofrenia residual: nesse tipo de esquizofrenia, há alteração no comportamento, nas emoções e no convívio social, mas não na frequência dos outros tipos;
  • Esquizofrenia indiferenciada: pacientes que não se enquadram especificamente nos tipos citados anteriormente, desenvolvendo sinais de diferentes tipos sem um padrão.

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Os tipos de sintomas da esquizofrenia

Os sintomas da esquizofrenia geralmente começam entre 15 e 35 anos. Em alguns casos raros, é possível que crianças também os desenvolvam. Eles são divididos em três categorias: positiva, negativa e cognitiva.

Sintomas positivos

São os comportamentos psicóticos que, normalmente, não são vistos em pessoas saudáveis. Os pacientes com esses sintomas podem “perder contato” com alguns aspectos da realidade. Portanto, os sinais incluem:

  • Alucinações;
  • Delírios;
  • Pensamentos desordenados (modos de pensar incomuns ou disfuncionais);
  • Distúrbios do movimento (movimentos do corpo agitado).

Sintomas negativos

Nesse caso, ocorre a interrupção nas emoções e comportamentos normais. Os sintomas são:

  • Redução do afeto (expressão reduzida de emoções pelo tom de voz ou expressões faciais);
  • Redução dos sentimentos de prazer na vida cotidiana;
  • Dificuldade em iniciar e manter atividades;
  • Redução da fala.

Sintomas cognitivos

Os sintomas cognitivos tendem a ser mais sutis, no entanto, é possível manifestações mais graves. Os sinais são:

  • Baixo funcionamento intelectual (capacidade de entender informações e usá-la para tomar decisões);
  • Dificuldades para manter-se focado ou prestar atenção em atividades cotidianas;
  • Problemas com a memória de curto prazo (a capacidade de usar a informação imediatamente depois de aprendê-la).

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Trabalho conjunto entre médicos, família e amigos

Embora não exista cura para a esquizofrenia, é possível viver uma vida produtiva com o tratamento adequado. Para isso, o apoio de um psicólogo ou psiquiatra (os dois, na maioria dos casos) é imprescindível. No entanto, como os pacientes com essa condição não aceitam a realidade, é importante o suporte de familiares e amigos para iniciar o tratamento. Outra frente de atuação importante na recuperação de portadores de esquizofrenia é a psicoterapia. Após a definição de um medicamento eficiente, a psicoterapia ajuda o paciente a aprender e usar habilidades de enfrentamento para vencer os desafios do dia a dia, retomando atividades como faculdade ou trabalho.

Dessa forma, o acompanhamento médico e psicológico pode ajudar uma pessoa a recuperar a confiança e as habilidades necessárias para levar uma vida satisfatória independente da sociedade.

O IMPI possui especialistas em diversas áreas como psicologia, psiquiatria, psicopedagogia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e nutrição. Portanto, agende uma consulta e tenha o tratamento adequado.

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