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Setembro Amarelo: suicídio x depressão

25 de setembro de 2018
Setembro Amarelo_suicidio e depressão

Independente de classe social, cor ou qualquer outra variável, muitos psicólogos acreditam que o que mata não é o suicídio em si, mas às vezes a depressão que o motiva. Dar um fim a própria vida geralmente é uma tentativa de acabar com o sofrimento, a agonia sentida e a falta de perspectiva e esperança.

Ou seja, cometer o suicídio nem sempre significa que a pessoa queira de fato morrer, mas apenas matar uma parte dela que lhe causa o sofrimento. É como se a morte passasse a ser uma opção mais interessante que a vida, e a depressão acabasse dando um “empurrãozinho”.

O comportamento suicida normalmente é desencadeado por uma doença psicológica não tratada, que pode estar relacionada, por exemplo, a um caso da depressão severa, uma síndrome do estresse pós-traumático ou até mesmo pela esquizofrenia.

Por isso é tão importante haver iniciativas como a do “Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio”, celebrado no dia 10 de setembro, e que mobiliza muitas cidades do Brasil a discutir o assunto, encará-lo com uma realidade e buscar formas de ajudar as pessoas, com temas e palestras organizadas principalmente pelo CVV (centro de Valorização da Vida).

Como ajudar?

De acordo com a CVV, atualmente ocorrem cerca de 32 suicídios diários no país, o que representa uma média de uma morte a cada 45 minutos, taxa superior aos óbitos causados, por exemplo, pela AIDS ou o câncer.
Por isso é tão importante vencer os tabus do preconceito, falar a respeito e procurar estar atento ao seu próprio comportamento ou ao daqueles ao seu redor, nos quais se pode ajudar.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos se as pessoas buscassem o apoio dos amigos e familiares; de um profissional, como um psicólogo ou psiquiatra, ou até mesmo da CVV (ligando para o número 188).

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