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Síndrome de Burnout: o esgotamento profissional que causa depressão

14 de janeiro de 2019
Síndrome de Burnout: o esgotamento profissional que causa depressão

Com o crescimento dos casos de depressão, os diferentes tipos de transtornos psicológicos se tornaram mais conhecidos por todos nós. A Síndrome de Burnout, por exemplo, é uma complexa manifestação psicológica relacionada a vida profissional do paciente que pode resultar em um quadro depressivo.

O termo foi criado em 1974, pelo psicanalista americano Herbert Freudenberger, justamente para caracterizar o problema que ele e seus colegas enfrentavam naquela época. A expressão “burnout” vem do inglês e, em uma tradução livre, seria algo como exaustão. Portanto, não é um erro afirmar que essa é a síndrome da exaustão.

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Entenda a síndrome de Burnout

O transtorno de Burnout é caracterizado por um forte desgaste emocional e físico, levando o paciente ao extremo e, por consequência, ao esgotamento profissional. Além dessa sensação de exaustão, é comum o paciente se sentir desmotivado constantemente.

Embora seja comumente associado ao ambiente de trabalho, é preciso destacar que a doença pode ser manifestada por conta de tarefas da faculdade ou até mesmo as domésticas. Explicando melhor: o transtorno está relacionado ao demasiado esforço físico, mental ou emocional, seguido por períodos pequenos e raros de descanso ou lazer.

Além disso, é recorrente pessoas com Síndrome de Burnout apresentarem depressão ou outras complicações psicológicas, como insônia e/ou uso excessivo de medicamentos.

Enfrentando o transtorno de Burnout

O diagnóstico de um especialista é fundamental para confirmação da Síndrome de Burnout. No entanto, por conta dos sintomas, não é fácil identificar a hora exata de procurar por apoio médico.

Por isso, fique atento se há manifestação dos seguintes sinais: distúrbio de sono; dores musculares e de cabeça; irritabilidade; alterações de humor; falhas de memória; dificuldade de concentração; falta de apetite; agressividade; isolamento social; depressão; pessimismo e baixa autoestima; sentimento de apatia; perda de prazer e suscetibilidade a doenças.

Caso esses sintomas apareçam, o mais indicado é iniciar o tratamento juntamente com o especialista. Além da psicoterapia, é possível realizar intervenções medicamentosas com antidepressivos e/ou ansiolíticos. Em média, os efeitos são percebidos entre um e três meses, mas esse período varia de acordo com cada paciente.

Outra medida fundamental para combater o transtorno é mudar as condições de trabalho, hábitos e estilo de vida. Nestes dois últimos, aposte em atividades físicas regulares para aliviar o estresse e manter os sintomas da doença sob controle.

Além disso, outras dicas importantes são:

  • Participe de atividades de lazer com amigos e familiares;
  • Quando possível, fuja da rotina diária;
  • Tenha uma pessoa de confiança para compartilhar seus sentimentos;
  • Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas
  • Não se automedique.

Não hesite em procurar ajuda

A Síndrome de Burnout precisa ser tratada para evitar o desenvolvimento de uma condição depressiva, por isso, a ajuda profissional é fundamental para a recuperação do paciente. Neste caso, o especialista confere tranquilidade à pessoa, acompanhando-a em todos os momentos do tratamento.

O IMPI possui especialistas em diversas áreas como psicologia, psiquiatria, psicopedagogia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e nutrição. Dessa forma, agende uma consulta e resgate sua qualidade de vida.

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